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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Fanny Alger


O caso de Joseph Smith com Fanny Alger, de 16 anos 

Fanny Alger foi a primeira esposa plural conhecida de Joseph Smith. Ele a conheceu em Kirtland, no início 1833, quando ela, na idade de 16 anos, permaneceu em sua casa como empregada doméstica. Descrita como "uma mulher muito agradável e uma jovem comum", segundo Benjamin Johnson, Fanny viveu com a família Smith entre 1833-1836.

Martin Harris, uma das Três Testemunhas do Livro de Mórmon, lembrou que a jovem empregada do profeta alegou que ele havia feito

"propostas impróprias à ela, que criou bastante comentários entre as pessoas."

Um dos Doze apóstolos originais de Joseph Smith, William McLellin, escreveu mais tarde para o filho de Joseph, Joseph Smith III (conhecida como “Letters of McLellin), que Emma Smith confirmou o caso Smith-Alger.

De acordo com McLellin, Emma estava procurando por seu marido e Alger. Uma noite, ela viu através de uma rachadura da porta do celeiro 

"ele e Fanny juntos e sozinhos, no celeiro" 

sobre o feno cortado. McLellin, em uma carta a um dos filhos de Smith, acrescentou que a confrontação entre Emma e seu marido foi tão intensa que Rigdon, Frederick G. Williams e Oliver Cowdery tiveram que intervir na situação.

Depois de Emma contar o que havia testemunhado, Smith, de acordo com McLellin

"confessou humildemente e implorou perdão. Emma e todos o perdoaram."

Enquanto Oliver Cowdery pode ter perdoado seu primo Joseph Smith, ele não esqueceu o incidente. Três anos mais tarde, quando provocado pelo profeta, Cowdery rebateu, chamando o episódio de Fanny Alger de "um caso obceno, indecente e imoral."

Grande parte da comoção era, evidentemente, causada pela forte reação do conselheiro próximo e amigo de Smith, Oliver Cowdery, em relação à possível ligação de Smith com Alger. O apóstolo David W. Patten, indo de Missouri, no verão de 1837, foi para Kirtland para visitar Cowdery e 

"perguntar-lhe se uma certa história era verdadeira a respeito do adultério cometido por J[oseph] Smith com uma certa garota."

Patten disse, mais tarde, que Cowdery 

"girou em seus calcanhares e insinuou como se [Smith] fosse culpado. Então ele continuou e narrou algumas circunstâncias a respeito do possível adultério, afirmando que sem dúvida era verdade. Também disse que Joseph havia dito ter confessado à Emma".[1]

Os líderes da Igreja no Missouri questionaram Cowdery sobre o incidente com Alger, quando ele chegou em Far West, no outono de 1837. Thomas B. Marsh, presidente do Quórum dos Doze Apóstolos, declarou que quando perguntaram à Cowdery "se Joseph Smith Jr. confessou à sua mulher que ele era culpado de adultério com uma certa garota", Cowdery

"levantou seus olhos muito consciente e hesitou em responder à pergunta dizendo que ele não sabia como ele responderia a pergunta, mas transmitiu a idéia de que era verdade." [2]

Depois que Smith retornou a Ohio, vindo de Missouri, no final de 1837, circularam rumores de que Cowdery havia espalhado mentiras escandalosas sobre o profeta e tinha sido castigado por ele. O "Segundo Elder" ficou furioso. Ele enviou uma carta em 21 de janeiro de 1838 para Smith:

"Eu tenho ouvido rumores de Kirtland, pelas últimas cartas, que você tem dito publicamente que quando você estava aqui, eu confessei que estava mentido deliberadamente sobre você - isso me obriga a pedir-lhe que corrija essa afirmação e me dê uma explicação - até então, você e eu somos dois." 

Aparentemente, as histórias de Kirtland vinham através de Warren Cowdery, irmão de Oliver, porque Oliver incluiu uma cópia de sua carta para Smith em uma carta separada para Warren.

Oliver escreveu a seu irmão, raivosamente:

"Posso garantir a você e ao irmão Lyman [Cowdery] que eu nunca confessei, insinuei ou admiti que eu havia mentido deliberadamente sobre ele. Quando ele estava lá, tivemos algumas conversas nas quais, em todas as vezes, eu não deixei de afirmar que o que eu havia dito era estritamente verdadeiro "relativo a "um caso obceno, indecente e imoral dele e Fanny Algers."

Smith não respondeu à carta de Cowdery. Ele estava envolvido na tentativa de manter a igreja unida em Kirtland. Líderes proeminentes da igreja, como Luke Johnson, John Boynton, Warren Parrish e outros se uniram para denunciar Smith como herege e "profeta caído". 

Eles exortaram aos membros da igreja que se reunissem a deles e restabelecessem os "antigos padrões." [3] Essa rebelião foi detonada pelo comportamento de Smith e pela falência escandalosa do Banco Kirtland Safety Society (veja AQUI)

Depois de clamorosas acusações de ambos os lados, os líderes da facção de Johnson foram excomungados. Mas então, um dos dissidentes obteve um mandado de prisão contra Smith, sob a acusação de fraude. Acobertado pela escuridão, em 12 de Janeiro 1838, ele e seu primeiro conselheiro, Sidney Rigdon, decidiram 

"escapar da violência da multidão, que estava prestes a desabar sobre nós sob a cor de um processo judicial" [4]. 

Eles fugiram para Far West, Missouri.

Enquanto Smith estava a caminho de Missouri, as acusações contra Oliver Cowdery foram iniciadas em Far West. Com destaque na lista de nove acusações, está a de "tentar destruir o caráter do presidente Joseph Smith Jr por falsamente insinuar que ele era culpado de adultério."[5]

Embora Smith chegou a Far West em 14 de março de 1838, ele evidentemente não concedeu a entrevista solicitada de Cowdery. O Segundo Elder foi excomungado em 12 de abril de 1838, desarmando efetivamente suas acusações contra Joseph Smith. [6]

Enquanto isso, Chauncey Webb narra o comportamento de Emma a depois da descoberta do relacionamento de Smith e Alger:

"Emma estava furiosa e expulsou a menina, que foi incapaz de esconder as consequências de sua relação celestial com o profeta, para fora de sua casa". [7]

Pelo menos um relato indica que Fanny ficou grávida. Chauncy G. Webb, professor de gramática de Smith, mais tarde relatou que foi quando a gravidez tornou-se evidente que Emma Smith expulsou Fanny a partir de sua casa [8]. A filha de Webb, Ann Eliza Webb Young, uma esposa divorciada de Brigham Young, lembrou que Fanny foi levada para a casa Webb em caráter temporário [9].

De fato, o diário de Joseph Smith em 17 de outubro de 1835 pode conter uma referência sobre este evento:

"Reuni minha família devido às minhas preocupações domésticas e dispensei minha pensionista." [10]

Fanny ficou com parentes nas proximidades de Mayfield, até por volta do período em que Joseph fugiu de Kirtland para Missouri.

Fanny deixou Kirtland, com sua família, em setembro de 1836. Embora ela tenha se casado com o não-mórmon Solomon Custer em 16 de Novembro 1836 e morou em Dublin City, Indiana, longe de Kirtland, o nome dela ainda fazia sobrancelhas se levantarem. Fanny Brewer, uma visitante Mórmon em Kirtland, em 1837, observou:

"muita agitação contra o Profeta ... [envolvendo] uma relação sexual ilícita entre ele e uma menina órfã, que reside com sua família e sob sua proteção" [11]

Fanny Brewer como acusadora

Fanny Brewer foi convertida ao mormonismo, em 1835. Heber C. Kimball participou de sua conversão quando fez uma viagem missionária para Boston. Lá,

"em companhia dos apóstolos Thomas B. Marsh e Brigham Young, e depois de passar vários dias com os Santos naquela cidade, e cada um foi presenteado com um terno novo pelas irmãs Fanny Brewer, Polly Voce e outras, eles foram para o norte, para o estado de Maine.” [12]

Dois anos mais tarde, Fanny viajou para Kirtland. [13] Aparentemente, ela perdeu sua fé e, em 1842, uniu-se a John C. Bennett contra Joseph Smith. Em uma carta de 13 de setembro, ela escreveu:

"Testemunho de Fanny Brewer, de Boston
"Boston, 13 de setembro de 1842

"Para o Público: - Eu tenho desejado, há muito tempo, que alguém que possuísse conhecimento das práticas ocultas e abominações em Nauvoo, tivesse a coragem moral para as revelar em sua totalidade. E os meus desejos foram realizados nas divulgações do General Bennett. Como o gelo foi agora quebrado, eu também tenho uma história para contar. Na primavera de 1837, saí de Boston para Kirtland, com boa fé, para reunir-me com os Santos, como eu pensava, e adorar a Deus de maneira mais perfeita. Na minha chegada, eu encontrei um irmão processando outro irmão, a embriaguez prevalecendo em grande parte, e toda espécie de maldade... Houve muita comoção contra o Profeta, em outra história também - uma relação sexual ilícita entre ele e uma menina órfã que residia com sua família, e sob sua proteção!!! Mr. Martin Harris disse-me que o Profeta era muito notório por suas mentiras e libertinagem! No outono de 1837, toda a família de Smith deixou Kirtland, por revelação (ou necessidade), indo para Missouri ". [14]

Publicado na exposição de John C. Bennett, History of the Saints, em 1842, sua afirmação foi reimpressa várias vezes e tornou-se uma cotação padrão para interpretar o ambiente em Kirtland, Ohio. Também tem sido interpretada como uma referência à poligamia.

A declaração de Fanny Brewer pode representar corretamente as fofocas em Kirtland em 1837. No entanto, como discutido na análise, há evidências que apóiam que a relação Smith-Alger foi um casamento plural. Parece que poucas pessoas a entendiam como uma união poligâmica e que praticamente todos os rumores eram sobre uma relação adúltera, o que Joseph Smith negou.

Seja qual tenha sido o nível de "comoção" causado pelo fato, este aparentemente nunca chegou aos jornais locais. A declaração de Fanny, publicada em 1842, é o primeiro documento impresso que se refere à relação. O nome de Fanny Alger não seria publicado em qualquer contexto até 1881, na Norma Anti-poligamia. [15]

______________

Fontes:

Texto traduzido e adaptado de:

Notas:
1 - Cannon e Cook 1983, 167. Em: http://www.sidneyrigdon.com/features/hiram2.htm
2 -  Ver mais detalhes na carta de Thomas B. Marsh no Elder’s Journal, julho de 1838, 45-46. Marsh estava preocupado "com os relatos sujos e falsos" que estavam circulando, mas ele garantiu à Smith que "ninguém, além daqueles que desejam a sua destruição, irá acreditar neles, e presumimos que os testemunhos acima serão suficientes para calar a boca do caluniador. "
4 - History of the Church 3:1
5 The following list of charges is from the "Far West Record": "1st, For stirring up the enemy to persecute the brethren by urging on vexatious Lawsuits and thus distressing the innocent. 2nd, For seeking to destroy the character of President Joseph Smith Jr by falsly insinuating that he was guilty of adultry &c. 3rd, For treating the Church with contempt by not attending meetings. 4th, For virtually denying the faith by declaring that he would not be governed by any ecclesiastical authority nor Revelation whatever in his temporal affairs. 5th, For selling his lands in Jackson county contrary to the Revelations. 6th, For writing and sending an insulting letter to President T. B. Marsh while on the High Council, attending to the duties of his office, as President of the council and by insulting the whole Council with the contents of said letter. 7th, For leaving the calling, in which God had appointed him, by Revelation, for the sake of filthy lucre, and turning to the practice of the Law. 8th, For disgracing the Church by being connected in the "Bogus business" as common report says. 9th, For dishonestly retaining notes after they had been paid and finally for leaving or forsaking the cause of God, and betaking himself to the beggerly elements of the world and neglecting his high and Holy Calling contrary to his profession."
7 - Richard S. Van Wagoner, Sidney Rigdon, p.291
10 –Se Alger engravidou em 1835, o bebê morreu ou foi criado por outra pessoa. Seu primeiro filho conhecido, listado no censo em 1850, da cidade de Dublin, Indiana, foi uma filha nascida em 1840.
12 - Orson F. Whitney, Life of Heber C. Kimball, Salt Lake City: Bookcraft, 1945, 82.
13 -Samuel H. Smith registrou em seu diário, em 24 de junho de 1832: "Em Boston. Realizamos uma reunião [na casa de] Fanny Brewers..." Eles também realizaram outras reuniões na casa de Fanny Brewer em 25 e 27 de junho; 1 e 8 de julho, e em outras datas. Samuel, em 29 de julho de 1832, em seu diário, escreveu: "Realizamos uma reunião na [casa da] irmã Brewer. Pregamos na manhã e depois batizamos dois, Fanny Brewer e Maria Voce ..." (Samuel H. Smith Journal, CHL, Ms 4213.)
14 - John C. Bennett, The History of the Saints: Or an Exposé of Joe Smith and Mormonism. Boston: Leland & Whiting, 1842, 85-86. 
Fanny Alger não era órfã, mas uma empregada doméstica na casa dos Smith. Um relato posterior do dissidente Winchester Benjamin afirma: " [Em 1835], houve muito escândalo dentre um número de Santos sobre a conduta licenciosa de Joseph, mais especificamente entre as mulheres. O nome de Joseph foi então ligado a relações escandalosas com duas ou três famílias." (“Primitive Mormonism,” The Salt Lake Daily Tribune, September 22, 1889, 2.)
15 - “Sketches from the History of Polygamy: Joseph Smith’s [indecipherable] Revelations,” Anti-Polygamy Standard, April, 1881, Salt Lake City, vol. 2 no. 1, p. 1.

domingo, 30 de outubro de 2011

Pias batismais na América Pré-Colombiana?

Ao assistir, há muitos anos atrás, o filme "América Antiga Fala", fiquei impressionada com as "provas" apresentadas  da veracidade do Livro de Mórmon. O filme é tão bem manipulado que, para aqueles que não estão bem atentos, acaba realmente convencendo.


O que mais chama a atenção no filme é a "pia batismal" encontrada na América. Decidi, assim, fazer uma pesquisa sobre essa tal de "pia batismal".


O primeiro impecilho que encontrei foi a total falta de informação sobre a localidade desta construção (o filme pode ser visto no youtube). 


Muito tempo foi consumido até que encontrei a seguinte página: About the Book of Mormon. Nela, há uma foto do ex-presidente da igreja, Kimball, e a legenda informa ser em Pachacamac, Peru.


Antiga fonte batismal em Pachacamac, Peru (Ancient Baptismal Font at Pachacamac, Peru).


Duas fotos mais claras da mesma construção podem ser vistas abaixo:




Os mórmons imediatamente tomaram isto como pias batismais, semelhantes (?) às encontradas nas capelas mórmons. 


Muito diferente das encontradas nos templos, as pias batismais das capelas são basicamente uma pequena piscina, construída abaixo do nível do solo, onde duas pessoas cabem confortavelmente em pé. Há escadas para o banheiro feminino e masculino em cada lado da pia batismal.



Para não usar apenas o filme "América antiga fala" e a página "About the Book of Mormon", há uma citação interessante de Milton R. Hunter (Christ in Ancient America, p.222):


"Certamente encontrar uma pia batismal em Pachacamac, Peru, não é surpreendente, nem fora de sintonia com o que se poderia esperar encontrar nas ruínas arqueológicas das AmericasComo já foi salientado, os habitantes do hemisfério ocidental, nos tempos antigos - os nefitas - tinham o evangelho de Jesus Cristo.

"É um fato bem conhecido que uma das ordenanças mais importantes desse evangelho que eles praticavam era o rito do batismo por imersãoNéfi e outros  profetas do livro de Mórmon ensinaram ao povo a doutrina do batismoO antigo registro descreve Alma realizando essa ordenança nas Águas de Mórmon. Além disso, quando Cristo apareceu aos habitantes do Novo Mundo depois de sua ressurreição, ele deu instruções específicas sobre como a batizar aos doze homens a quem ele comissionou para presidir de sua Igreja, e ordenou-lhes a prática do ritual após sua partida."



A Verdade:


As ruínas de Pachacamac estão 30 km ao sul de Lima, no distrito de Lurin. 

Pachacamac foi construída na margem direita do Lurin, perto do rio do mesmo nome, perto do mar e de um grupo de pequenas ilhas que tem o mesmo nome deste santuário. 


Este santuário ao Deus Pachacamac é composto por uma série de ruínas, entre as quais a el Templo de Pachacamac, el Templo del Sol, el Santuario de la Pachamama (também conhecida como Acllahuasi ou Templo de la Luna), Taurichumpi, las Nunciaturas Regionales, el Templo Primigenio e a Plaza dos Peregrinos.


Mais de mil anos antes da existência do império Inca, Pachacamac foi um importante centro religioso. Neste centro adoravam a sua divindade, isto é, o deus Pachacamac, que era considerado o criador do mundo, o deus do fogo e filho do sol. Ele também era conhecido como o Deus dos terremotos. Sua construção deu-se por volta dos séculos V a VIII dC.


A imagem de Pachacamac foi encontrada no Templo Pintado. A Divindade foi esculpida em um tronco de lúcumo, que tinha representações antropomórficas de aves e até mesmo plantas e gatos - veja figura abaixo.


Detalhe do deus Pacacamac esculpido no alto do tótem. Fonte: http://www.arqueologiadelperu.com.ar/pch.htm

Arqueologia:
Múmia de um cão descoberta em Pachacamác




Em 10 de novembro de 2010, na zona de acesso à sétima pirâmide do santuário de Pachacámac, foram descobertos seis cães mumificados e os restos funerários de quatro crianças, provavelmente do século XV.


Todos estavam em bom estado de conservação!


A foto do local da escavação encontra-se abaixo:


Fonte: Kioskea.net

Compare, agora, as duas fotos:




Vejamos mais evidências destas sepulturas:


área de Miraflores, geograficamente compreendida pelos vales de Chancay, Chillon, Rimac e Lurinera dominada pelo mais imponente Centro Administrativo Cerimonial da cultura Lima, agora conhecido como Huaca Pucllana. Esse centro desenvolveu-se entre 200 e 700 dC. 


Nessa região, a forma de sepultamento dos mortos da cultura Wari (por volta de 600dC) guarda extrema semelhança com a de Lurin (Pachacamac): a arquitetura dos túmulos é composta por covas profundas, contendo múmias envolvidas em um fardo funeral de tecido onde o morto é colocado em posição fetal acompanhado de vários objetos pessoais. O fardo é vestido e adornado com uma mascara (Madeira ou tecido) na posição da cabeça, dando o toque de longevidade ao sepultado. 


Veja foto abaixo da sepultura encontrada em Miraflores:


Sepultura encontrada em Miraflores.Fonte:  http://www.montanha.bio.br/HuacaPucllana.htm

Outras possíveis pias batismais nas américas?


1 - Aquedutos de Cantayoc - Nazca, Peru






Há mais de 2000 anos, na época Pré-Colombiana, os habitantes de Nazca desenvolveram um sistema de aquedutos subterrâneos,  que captavam a água do alto das montanhas dos Andes para irrigar as partes secas do vale e assim combater as épocas de seca no vale de Nazca. 


A 4km da cidade de Nazca (15 minutos), mais de quarenta aquedutos foram construídos para que o povo pudesse ter água durante todo o ano, desenvolvendo a agricultura na região, que está localizada em pleno deserto peruano.


Um dos muitos aquedutos construídos construídos pela civilização Nazca continua a abastecer até hoje a cidade. Este trabalho demonstra o progresso daquele povo na engenharia hidráulica, técnica e organização.


Primeiramente, escavaram diversos poços a 20 ou 50 metros um do outro e os conectaram por meio de canais subterrâneos. 




A entrada do poço em espiral, permitia que a água corresse de modo sinuoso, diminuindo assim, o fluxo da água e possibilitando seu monitoramento. 













Apesar dos anos e da quantidade de terremotos na região de Nazca, ainda existem mais de 30 canais subterrâneos, cujas águas são usadas, atualmente, pelos agricultores do vale. 


Este sistema de irrigação é único no Perú e talvez no mundo

Flores onde nunca chove 

Nesta região cai menos de 1 litro/m3 de chuva por ano.

Em uma das áreas mais secas do planeta, equiparada ao deserto de Saara, a temperatura média anual é de 25 graus. 



O ar é muito quente, o solo é seco, há constantemente tempestades de areia que arrasam tudo em volta, mas mesmo assim nascem flores. 


Estas da foto estão lindas assim porque estão na região onde ficam os aquedutos subterrâneos.






2 - CACHIPOZO, em  San Pedro de Cajas - Peru


Peru tem vestígios arqueológicos praticamente na maioria das províncias, por esse motivo não é incomum serem encontrados importantes vestígios de culturas pré-inca.


Na província de Tarma existe uma quantidade significativa de atrações arqueológicas. Estas incluem as ruínas de Vilcasmarca, Ruinas de Ancashmarca, Shoguemarca, Shaprash, Ruinas de Tarmatambo e Cachipozo.


Esta última  tem uma estrutura de pedra original, parecida a uma fonte de água, porém dela emana água salgada, que é usada pelos habitantes da área.


O complexo de Cachipozo visto do alto:









De fato, Cachipozo significa "Manancial de Águas Salgadas" e está localizado no distrito de San Pedro de Cajas, na colina de Patamarca, na periferia da cidade.


Cachipozo é composto por duas piscinas de água salgada. Os habitantes deste lugar exploram o sal de Cachipozo durante o ano, e em 4 de julho, fazem uma festa em que limpam as piscinas.








Segundo a lenda, a origem desses belos poços de sal deu-se envolvendo uma história de amor proibida e magia (veja AQUI). 







3 - PALENQUE, México


Uma das regiões mais úmidas do México, e uma das de maior precipitação pluvial do mundo. Isso explica a sua exuberante vegetação.


Nada semelhante a "pias batismais" foi encontrado nesta região.








Conclusões


Não há nenhum indício, resquício, escrita ou qualquer prova que nos leva a acreditar que qualquer um destes lugares já tenha sequer tido o objetivo de ser uma pia batismal. A não ser o próprio livro de Mórmon, e então entramos na falácia prettitio principii.